Oui
Estou francesa e existencialista hoje.
Estou de volta.

Sartre, o caminhoneiro
"O inferno são os outros".
"Ninguém se cura de si mesmo".
"Eu sou résponsável pelo curso da minha vida".
Se a publicidade não existisse e a gente fosse menos medroso essas frases estariam impressas nos parachoques de todos os caminhões do mundo.
E aqui cabe uma gargalhada bem cruel.

J´aime ta couleur cafe...
Ah, a música! As bobeirinhas do Gainsbourg me salvando das profundezas do Bethoven.
Merci pour mes oreilles.

Tibet
O que eu mais queria é que todo mundo parasse de falar. Inclusive eu.
Anseio por silêncio. Absoluto. O que é impossível.
Aí continuo falando, que é assim mesmo o curso da vida.

Então tá
Saí da fase virei luz e voltei a detestar a humanidade. Nada mais saudável. A realidade arde mais que pimenta malagueta mas eu gosto de pimenta malagueta. Podia ser em doses homeopáticas mas não é.
Estou à volta com tudo que é diário. Escrito, falado, filmado. E a frase do filósofo de Pirassununga: esse povo quer filmar o que não existe -a realidade. Tô ficando fã dele, Jesus me guarde. Por que também não dá pra escrever a realidade, não dá nem pra viver a realidade, por que ela não existe. Mas existe e sangra. Toda a minha existência é portanto um paradoxo.