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Lieder de Schiller, música de Franz Schubert. Vai no naxos, que é um site onde dá pra ouvir várias coisas de música erudita. Lied é um tipo de balada triste. Radiohead, sabe? E nada me tira da cabeça que Bethoven tem a ver com Rolling Stones. Voltei a escrever continhos cheios de melodrama, como é de meu feitio. Tô tentando assumir, sair do ármario, lots of cheese. Mas sou eu, há de se fazer o que. Tenho que comprar um jaleco e um carimbo. Tô com medo. Nenhuma palavra é capaz de explicar a vida, nenhuma palavra é capaz de explicar sonatas de Bethoven, Sex Pistols cantando anarchy in the UK, Lucy in the sky with diamonds no rádio as onze horas da manhã, Clarice Lispector, um lied, biscoito de chocolate e picanha assando no forno da mãe enquanto ela finge que nunca teve outro amor a não ser o pai, cervejas no dias certo com a pessoa certa, beijo na boca, poros que se encaixam, descobertas na profissão, pizza, brigadeiro e vinho, banho depois da luta, escrever, ter vontade de tocar piano e fazer tricô, queijo quente com pingado de beira de estrada, Br 101 pros lados lá de cima, erros, acertos, amor perdido e amor ganho, vontade de trepar em pleno vôo em direção à Europa, meu gosto insensato pelos Carpenters, meu amor intenso por amigos tortos que às vezes deixam a desejar. Nada explica, nenhuma palavra. Por que se pode fazer uma lista do tamanho do mundo e ainda faltaria citar coisas das quais não dá para falar com precisão. A raça humana é uma desgraça: tem só dois olhos, dois ouvidos, pele e boca. De resto não percebe nada e não sabe direito do que o mundo é feito. |