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Eudevisita+Mami+Papi+hometheather+DVD dos Eagles= uahahahahah! 3a despedida, amanhã tem a 4a Me entupi de torresmo, costelinha, carne seca, cerveja e pinga. Preciso voltar a ser vegetariana antes que meus braços virem pernas. Tenho um baixo. E já estou com L.E.R. Muita coisa foda está me acontecendo. Coisas boas, coisas ruins, coisas muito intensas. Eu respiro e peito. É o que eu sei fazer. Da abaíra. "Dri, Você é uma pessoa linda. Menina-mulher (e que mulherão, diga-se de passagem!) das mais intensas e maravilhosas. De uma força incrível, mas de uma delicadeza quase frágil que dá vontade de apertar. Menina deslumbrada, encantada com as coisas novas da vida, aberta, receptora, mundointeiropelafrente, inquietação; Mas também mulher feita, bancando tudo, esmiuçando até o fundo do poço, Sendo por todos os lados, tendo a coragem de se desprender, aprender, reaprender, SER: Não há quem seja tão a fundo essa qualidade de água que ora é turbilhão ora é calmaria que transita por vários mundos (de diversas ordens) numa velocidade e numa facilidade tão... próprias de você. E haja peito para assumir cada dedo do que pensa e faz (ou não faz). Às vezes sinto que eu tenho que cuidar de você, te pegar pelas mãos. Mas na maioria das vezes tenho mesmo é certeza que tenho muito o que aprender contigo, como aprendi, sendo assim, meio como uma irmã mais nova, como uma menina de dezessete ao lado de uma menina-mulher de vinte e dois. Preciso agora desse desprendimento-pé-na-estrada tão maravilhoso que vivemos juntas para sentir uma saudade boa das minhas bases daqui mas com a cabeça totalmente presente lá. Vai ser difícil (ela também não sabe da falta que vai me fazer pq não sabe o quanto é importante na minha vida), mas pelo menos entre nós, observando o nosso ritmo, tudo bem: é um ano sim, um ano não! Acho que de repente ‘carquei’ a mão nos sentimento, posso fazer nada não, que eu tô meio melancólica-a-dois-dias-de-ficar-um-ano-longe-daqui. Você trate de fazer bom proveito do meu baixo, ficar tranqüila e se divertir! E lembre-se do hit do Capão “prepare o corpo que o espírito chegou” (e se der, beba uma abaíra e continue escrevendo suas coisas bonitas de se ler, tão identitariamente suas) Até a próxima, a gente se vê em breve! Denise " Estão concretando o prédio em frente. Redescobrir a poesia. Pegar um livro duro e amarelo numa banca de jornal, dentro da noite veloz, dentro da noite suja, eu não me lembro, e ficar olhando o doce capaz de escorrer das palavras. Precisar do doce e sentir o afeto que você tem como uma prisão das suas paixões rompantes. O controlador do caos. Às vezes ele me desgosta. O afeto que você sente às vezes não é amor, mas é bom e a ameaça de pensar em deixá-lo é dolorida e pertece lá, junto com os seus dias de loucura anterior, em que você criava um mundo com uma máquina de escrever e recusava qualquer pessoa que não acreditasse nele. Ontem eu fui trabalhar. E no lugar em que eu trabalho, eles usam armas. Por que tem que usar, é a profissão deles. E um dos caras estava tomando um suco, fora de serviço, foi assaltado, reagiu e tomou cinco tiros. Tava na UTI. Ninguém sabe o que vai acontecer com ele. E os outros tem que continuar trabalhando igual. "É natural, se a gente pensar muito, não sai pra rua, não faz nada". Mas a aflição de todo mundo estava lá, parada no ar, tentando ser dissipada por argumentos válidos e raciocínios lógicos. Inútil. A agonia continuava pendurada sobre a cabeça da gente por uma corda podre, prestes a arrebentar. Quando eu conheci a Dê, ela tinha dezessete anos. Eu tinha vinte e dois mas me sentia pequena perto dela, criança, um pouco ingênua. Acho que até hoje é assim. Eu fiz com ela a melhor viagem da minha vida, a primeira, sozinha na Bahia (é sempre pra lá que eu vou quando eu preciso voltar para o meu corpo). Eu nunca tinha viajado de ônibus, caçamba de caminhão, vento na cara tão perfeito. Isso pode soar escrotamente romântico, mas foi com a Dê que eu aprendi que o meu jeito de olhar o mundo pelos detalhes não estava errado, nem era pesado demais. Depois de um tempo, a gente se afastou. Ficou um ano sem se falar. E um dia ela apareceu na minha porta com uma fitinha linda daquelas que ela grava pra mim , pra dizer que estava com saudades. E começou tudo de novo. Agora ela vai pra Portugal estudar. Hoje a gente vai fazer jantar de despedida, essas coisas. Mas eu estou negando. Ela vai me fazer falta. Acho que ela não tem nem noção de quanto. Espero que daqui um ano eu ganhe uma fitinha da Amália Rodrigues, em mãos. Boa viagem, querida. Aproveita como eu aproveitei cada segundo de cada pedaço de terra que a gente percorreu junto.
Que coisa meiga você é? Uma vez eu fui pra ilha grande. Lá tinha uma igreja e crentes cantando e eu só pude prestar atenção naquelas vozes saídas do meio do morro bem do centro daquela cruz. Enquanto isso eu de pé num barco esperando a minha vez de descer até as águas profundas. Lá me esperavam peixes maravilhosos, homens de escafandro, bolhas de ar. Mas eu queria os crentes e o jeito seco que eles tem de acreditar, a falta de amor, mulheres que não cortam os cabelos, homens duros como paus, árvores de terno cheios de fé. Eu não. Eu tinha mais o que fazer. Eu não acreditava. Eu não podia acreditar, eu penteava cabelos, pintava unhas, dava respostas milagrosas para perguntas perturbadoras. Se alguém queria Deus, que fosse falar com o físico. Ou com o matemático. A mim, não me cabia qualquer coisa etérea, branca, fugidia e cheia de asas. A mim me cabia o torpor do mar.O enjôo. O ofensivo navegar apesar de. Se eu disser que eu não te amo ainda, eu vou estar mentindo. Sonhei que estava dando porrada em uma pessoa. Eu batia e batia e batia e batia naquela cara fofa dela. Ganhei a briga. Lavei a alma. Se o dinheiro que deram pra gente fazer um filme fosse direto para as pessoas que a gente filmou, isso as ajudaria mais do que uma câmera mostrando as coisas boas e ruins que acontecem no lugar em que elas vivem. Alguém quer me convencer de que este pensamento que eu tive agora no carro é tão estúpido, linear e simplista quanto eu acho que ele é? Isso foi um breve momento Pol Pot. Tá. Ele não me bateu. Deu tudo certo. Mas eu tive que editar a entrevista de um dos homens mais chatos do mundo. Estudante universitário de Turismo. Meu corpo não está acostumado a trabalhar tanto. Eu já disse isso antes, mas eu acho que sou a desempregada mais ocupada do país. Me dei um presentinho: um macaroon de pistache. É gostoso. E é verde fosforecente. Esta será uma tarde bela. Eu e o Final Cut, sozinhos, na mesma sala, na mesma casa. Todos os cômodos só para a gente. Eu olho pra ele, ele olha pra mim. Tudo o que eu tenho na cabeça é o esquema da sedução. Boca túrgida, pernoca levemente levantada, revelando só um pouco o inrevelável... Preciso convencê-lo de que : 1- Qualquer mané (eu) pode editar um filme. 2- De que eu não sou mané, sou uma deusa da película,e ele tem que me amar e me dar filhos. Da última vez que eu entrei na sala, o Lu me mostrou que o computador respirava. E disse: Oia que belo, não parece o Hal? Parecia. Estou com medo. Ela é psicóloga. Tenho certeza.IRMÃ! Songs from a room, Leonard Cohen. Para o Dago, que me fez lembrar. 8 da manhã ligou um cara pra pedir doações pra num sei o que e me acordou. Eu tinha dormido às duas. Fui trabalhar. Depois fui almoçar e uma cachorra faminta com os olhos mais chantagistas que eu já vi ficou me olhando. Dei metade do meu sanduíche pra ela. Fui trabalhar. Cheguei em casa. Saco cheio de outras coisas. Jantar no telefone. Cuzcuz marroquino. Pelo menos é mó bom. Não tem uma puta duma novela boa pra assistir. Já acabou Bete, a feia. Eu gosto dos figurinos. Melhor da tarde: encontrei amigo C., que pegou no colo na hora certa e fez carinho e eu fiquei menos furiosa. Eu detesto ficar furiosa. Mas é assim: eufórica/ gótica/chatinha/furiosa/inspirada. E aí começa tudo de novo. Depois dizem que as mulheres são seres complicados. Simples, muito simples... E tudo o que eu queria hoje era ir ao cinema, beijar na boca, voltar pra casa, dormir sozinha (ou talvez não). Queria ter andado pela cidade, tirado fotos, ter lido jornal comprado às quatro da tarde e não ter me sentido distante. Ao invés disso, só tem o homem cantando "I´m set free" nos meus ouvidos, me dando vontade. E eu fui um pouco má com alguém. Aí eu fiz de novo e deu: ![]() Você é "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" de Jean Pierre Jeunet. Você é engraçado(a), original. Uma pessoa leve e maravilhosa de se conviver. Faça você também Que bom filme é você? Uma criação de Mundo Insano da Abyssinia O que prova que eu sou bipolar maníaca depressiva. Olha o resultado de teste que eu fiz: ![]() Você é "O sétimo selo" de Ingmar Bergman. Você é intelectual, preocupado com ocultismos. E além de tudo é um mistério!! Faça você também Que bom filme é você? Uma criação de Mundo Insano da Abyssinia "Amo tua voz e tua cor, e teu jeito de fazer amor/ revirando os olhos e o tapete/ suspirando em falsete/ coisas que eu nem ser contar/Ser feliz é tudo que se quer/ Ah esse maldito fechecler.../ de repente a gente rasga a roupa/ e uma febre muito louca /faz o corpo arrepiar.../ Depois do terceiro ou quarto copo, tudo que vier eu topo, tudo que vier eu vou/ Quando bebo perco o juízo/ não me responsabilizo/ nem por mim, nem por ninguém/ Não quero ficar na tua vida/como um a paixão mal resolvida/ dessas que a gente tem ciúme e se encharca de perfume/ faz que tenta se matar.../ Vou ficar até o fim do dia/ decorando a tua geografia/ E essa aventura em carne e osso/ deixa marcas no pescoço/ faz a gente levitar.../ Tens um não sei quê de paraíso e o corpo mais preciso/ do mais lindo dos mortais/ Tens uma beleza infinita e a boca mais bonita que a minha já tocou..." Meu, a música do fechecler! Kleyton e Kledyr (quantos k´s, quantos y´s!) Pés compridos demais. Como eles só ficam no fim de dias inteiros. Canelas um pouco inchadas. Não completamente feliz. Mas dentro de uma banheira cheia de cheiros bons, tentativa de apaziguamento. Quando percebeu ser qualquer forma de apaziguamento um desejo impossível de se cumprir. Impossível sequer de ser desejado. Era segunda feira e ela tinha brigado no estacionamento. Os comerciantes são sempre espertos, fabricam horas em cima de minutos, quilos em cima de gramas. Ela brigou mas pediu desculpa, devia estar brigando com o patrão, e ele não estava lá. Lembrou-se do dia anterior. Eleição e fila. Velhas bigodudas, horrorosas, fedidas, dizendo feíuras ao seu lado, enquanto ela esperava para votar. Arremedos de mulher. Elas eram tudo, menos mulheres. Elas cheiravam mal de longe, mesmo que não tivessem cheiro. Era mofo, gordura antiga, esmalte descascado, suor sem sabonete. Lembrou também de toda a sua civilidade, sempre foi tão correta ou tentou ser, sempre tentou com força e vontade arranjar úlceras, gastrites e colites. Ela queria matar com requintes de crueldade cada velha mal-cheirosa, cada gordo rosado, sapatos moles de couro, telefones celulares, peruas italianadas, ouros por todas as dobrinhas flácidas do corpo. Ela queria matá-los a todos, mas não matou. Contentou-se, direita, em olhar para as árvores do pátio do Colégio Estadual Homem de Melo, bonitas no começo da tarde esturricada. Ela não podia matá-los, mas eles jogavam lixo no chão, eram ricos, porcos, mal-educados, alguns nem tão ricos assim, exibidos, as meninas novas bronzeadas artificialmente, barbies malibu com os namorados que insistiam em ensiná-las a apertar um botão idiota na hora de votar, mesmo que elas já soubessem como fazer. Matar era feio e proibido. Eles também tinham direitos socio-político-econômicos-culturais-estéticos. Bem dito dourado de cada argola gigante envolta da orelha de cada uma daquelas mulheres, santas, gordas, e provavelmente traídas, todos os dias, com secretárias só um pouquinho mais magras. Aquelas pessoas pagavam estacionamentos sem reclamar. Dentro do carro, na manhã pastosa, ela chorou. Era um pouco de raiva. E redenção. Mas disso ela ainda não sabia. Mordeu uma maçã, promessa de comer direito, mordeu-a tão forte e tão áspero que a fruta virou vinagre. Depois adocicou de novo, acalmou-a, fez com que a dor passasse, essa dor de existir em meio às feras. Era assim que se sentia. Sem roupa em meio às feras. Muito dramática. Dirigiu por muito tempo. Chegou no emprego, diligente. Às vezes era como uma cabra. Fazia tudo o que mandavam fazer, na hora certa. Comia as coisas certas, dormia as horas certas e com as pessoas certas. Vomitava com hora marcada. Chorava com hora marcada. E era dia de chorar. Oito horas da manhã, pontualmente, segunda-feira. Ao descer do carro, notou o resto da maçã - caroço, cabo e carne incomível - ainda em sua mão. Também tinha um papelzinho quadrado, meio sujo, dobrado minuciosamente em quatro, em cima do banco do carro. Era o telefone do estacionamento, para onde a boa consumidora cidadã iria ligarpara reclamar do péssimo serviço fornecido. Tanta raiva, de repente, tanto ardor de burra, fazer as coisas todas certas, agradar às velhas fétidas, abrir o vidro sempre que uma criança pede dinheiro no farol, por que ela é uma criança e deve ser tratada como gente. Mesmo quando o dia é ruim e as energias escassas, mesmo quando ela não quer, egoísta. Mesmo quando não tem vontade, mesmo quando não pode, por que qualquer daquelas coisas pode lhe fazer chorar. E assim de repente, na manhã estúpida de tão branca, viver desceu sobre ela. Viver assim, pesada, fazendo só coisas que deveria fazer. Sendo tão certa e reta, o cavaleiro andante da educação. Nem um pouco porca. Tentando se fazer de limpa em meio à multidão mal humorada. Foi lhe dando uma coisa assim que não se descreve, um engulho mais forte, profundo, uma tonteira sem igual. Ela olhou para as árvores em volta da rua, o gramado por baixo, entremeado de concreto, as calçadas limpas, e não se conteve. Libertária, atirou papel e caroço de maçã no canteiro verde e público embaixo dos seus pés. Atirou com força, e nenhuma piedade. Pensou na cara das velhas bruxas da fila de votação, esmaltes vermelhos descascados nas unhas dos pés, e foi, com perfeição, igual a elas. Com gosto, com paixão, com sujeira. Seu caroço de maçã ia entupir um bueiro e causar uma inundação na próxima chuva. Com muita graça. Graça de bailarina. Ela queria pular, agora era uma velha fedida, bronzeado artificial, loira cheia de anéis, era um gordo de alpargatas de couro. Pisou por sobre o papel jogado no canteiro com uma alegria incontida, destruidora. Dançou, sobrevoou, se alimentou da porcaria. Por que era isso: experimentar a liberdade. Queria um carro cheinho de policiais, cuspiria na cara de cada um deles, odiaria com tanta elegância, rosnaria para as pistolas apontadas. E tomaria um tiro. Olhou para a sujeira no chão. Deixou-a lá, tristinha. Era libertário ser igual aos porcos. Era bom. Incorreto. Preconceituoso. Burro. Horrível. Tão bom ser horrível. E sentir o ar escurecido jorrando nos pulmões. Enfim podia respirar. Acalmou-se um pouco, foi andando em direção ao prédio. Mas olhava de quando em quando a maçã estirada na calçada, sua grande vitória do dia, um cadáver fabricado com carinho por sua boca, seus dentes brancos, seu hálito puro. Chegou no serviço sentindo-se menos cabra obediente, com um brilho assassino nos olhos. Ninguém percebeu. A chefe mandou-a fazer coisas, ela fez, e tomou café depois do almoço, como fazia sempre. Foi para casa, mais horas no carro sem maçãs para comer, distraída ouvindo a música que ouvia sempre. Nos faróis vermelhos, lembrava do seu lixo tão querido, derramado na calçada, e já sentia saudades. Chegando em casa, tirou a roupa toda, encheu a banheira, pôs cheiros bons na água. Ela estava ali agora. Limpa, doce, diligente. Olhando seus pés compridos, as canelas inchadas, a boca úmida cheia de desejos. Seu lixo libertário, igualitário, fraternal. Era agora um cavalo de quatro pernas, como todas as outras pessoas da cidade. Era capaz de fumar um maço de cigarros só para jogar as bitucas no chão, podia dizer palavrões, tinha aprendido a ser desprezível, tinha aprendido a respeitar os gostos do porcos, por que nem todos são corretos, nem todo mundo sabe pedir desculpas. Ela sabia também pedir desculpas. E blasfemar, e xingar a mãe. E dava-lhe um frêmito. Matar e pedir desculpas era mesmo muito bonito. Pegou um potinho cheio de ervas, eram calmantes. Achou melhor afogar tanta liberdade em sono. Pôr para cochilar sujeira,felicidade e porquice. Amanhã precisava acordar, e ainda teria pés grandes, e não ia mais jogar lixo na rua. Amanhã teria que respeitar resultados de votações, leis anti-aborto, torturas em delegacias. Que o mundo era assim mesmo e seus pés continuariam enormes. Mas não se queixou. Sabia que a felicidade que tinha tido era única, sua, inconsolável e secreta. E isso ela não daria para ninguém naquela cidade imunda, com aquelas pessoas imundas. Seu lixo tinha sido seu, como aqueles grandes amores de adolescência, que quando vão embora, deixam rastros profundos, cheiros de chiclete, e nenhuma explicação. É assim que eu fiquei ontem, andando entre as pessoas. Fui sozinha. Eu não tenho muita coragem de ir sozinha à lugares, mas eu estou aprendendo. Fiquei encostada na parede, conversei com dez pessoas, vi a Ju com uma camiseta I love Serge, falei com ela. E falei com P, que tem uma secretária eletrônica que me engana. Fomos visitar a casinha, ouvir musiquinha e eu vim embora. Dormir, que é uma coisa que eu não fazia há muito tempo. Dormir bem, redonda, espalhada na cama com a gata nas costas. Hoje é domingo e eu preciso trabalhar, visitar, almoçar com pai e mãe. Mas eu queria continuar quietinha, lendo. Nem fui comprar jornal, era barulho demais. Hoje estou chatinha, com vontade de escrever diário, autistinha. E cheia de diminutivos. Teve show do Objeto Amarelo ontem, lá na galeria Vermelho. Foi bom e durou pouco. Aparentemente por causa de um mi arrebentado na guitarra. Ou por causa dos vizinhos, não sei. Mas ao vivo é melhor que no disco. A preocupação com que foram lidos os últimos posts. Passou, passou... |